03 junho 2010

assim pró rascófone

Já tinha saudade de ir ver uma narrativa fílmica que me desiludiu por ser francamente inferior à contrapartida literária que lhe deu origem.
Porque os livros são extraordinariamente melhores que os filmes, por (algo) maus que sejam. As palavras dão-nos amplitude para montarmos os décors, tomarmos decisões sobre o guarda-roupa e demais caracterização; até nos deixam moldar o carácter das personagens e alterar as relações de causalidade...
Este Dorian Gray é bastante mais dado à traquinice que o de Oscar Wilde, a quem foram também buscar a polémica homosexualidade. E claro, a mise-en-scène de episódios esotéricos corre sempre o risco de cair pó kitsch, como acho que acontece aqui.
Mas prontos, no baiquenãobai, acho que bai; especialmente para quem elege preferencialmente, como eu, obras do período Romântico - e isto mete a venda da alma ao diabo, narcisismo, mito de fausto, truca-truca à maluca, etc.
Adeus.

2 comentários:

ianita disse...

Eu gosto tanto tanto do Colin Firth :)

Isandes disse...

e ele está irrepresensível! o filme, no seu todo, é k desiludiu... *****