30 março 2009

Sabem quando

...calham de cismar com uma banalidade qualquer, não conseguindo despregar olhos?
Sábado, sentadinha ao ladex esquerdo da prof. Como gosto de estabelecer contacto visual com os meus interlocutores, olhava amiúde para ela, que, não desfazendo, é uma fixe. Azar, aquele ângulo permitia-me ver o fundinho do canal da orelhita dela. Onde jazia um montinho de cêra. Ruivinha, como os seus cabelos.
E o resto, já se tá a ver: em vez de me concentrar no Pinter, já andava longe, a imaginar o(s) seus) parceiro(s) lambuzando aquele spot altamente erótico, e a terem inadvertidamente de bater a língua em retirada - já agora, aquilo é salgadito, insonso ou quê? Ou ela levando a pontita da unha à dita concavidade, para aliviar uma coceirinha, trazendo um pouquito de gosma... Que depois esfrega sem querer na calça Coronel Tapioca, ou que incrusta num muffin, ou que cristaliza na bordinha da unha, acabando por cair, petrificada, no edredão branquinho da cama de dossel...
Se calhar, acabaram-se os cotonetes. Se calhar, tava com uma hiperactividade das glândulas sebâceas. Se calhar, era uma fina camada de penugem que, sob a incidência de luz artificial, ganhava uma morfologia cremosa. Se calhar devia era estar atenta à aula.
(eu sei, aconselhamento psiquiátrico...)

5 comentários:

Rita disse...

Que nojooooooooo!

Satine disse...

que horrooooooooooooooooooor só de imaginaaar!

Paulo disse...

É impossível descobrir uma coisa asquerosa e esquecê-la ou simplesmente deixar de olhar. Somos atraídos de forma irresistível... vá-se lá saber porquê.

Flávia disse...

Mas eu n sei o que é mais grave: se a falta de higiene da fixolas ou a forma como a tua mente desenvolve enredos em torno de... Vai lá escrever o tal livro que eu compro!! e quero autógrafo.

Isandes disse...

clélia, já tá! ;)

Flá: oh... Às vezes agradeço àquele cujo nome não se deve invocar em vão, sim, Deus, por não verbalizar tudo o k passa nesta mente frenética... lol TU é k és a maior (e ainda bem k voltast!) kiss