10 setembro 2008


Um dia destes, desliguei-me do mundo circunstancial, como faço a cada meia hora, e vinha pensando para mim: Isandes, tá na hora de mudares de esquema, tipo fazer algo de diferente, não aplicares o molde. Começa por baixo, baby steps, depois a iniciativa há-de virar atitude. (Tipo de doudices que nos dão na viragem de ano, no início ou fim do Verão, em bodas de casamentos deprimentes, etc...)

Nesse mesmo dia, nesse mesmo instante de reflexão, vinha ao volante, sentido Braga-Guimarães, caso isso interesse (e já sei que não), curva após curva, quando avistei, atempadamente, um cadáver de origem animal não racional no meiinho da estrada.

Quando vi o canídeo, sim, era um cãozinho, snif, decidi: eh pá, não me vou desviar prá berma como faço sempre; vou passar por cima, porque, afinal, ele até é pequeno, e o meu bólide passa perfeitamente por cima sem lhe acertar, como faz toda a gente cool (terrivelmente azeiteiro pensar assim, mea culpa). Azar. O falecido estava gordinho. TÓING TÓING.

Fiz uso do retrovisor. Bad idea. Ficou com uma pata alevantada no ar, imagem que permanece cristalizada na minha memória.

Minimizei, ripostando aos presentes que foi melhor assim, que se calhar até nem ´tava morto e assim não sofre mais.

Mania a minha de me armar aos cágados.

6 comentários:

Jorge Rita disse...

Para fazer estas merdas, fica-te bem melhor o molde!

Lua disse...

Ui!:/

Trespassaste a dignidade ao bicho. Coitadinho...

*

Anónimo disse...

nao acredito qua passaste em cima do bichinho :(

flávia disse...

dass Isandes, nem acredito no que acabei de ler... :-(

Isandes disse...

Ele já estava morto!!!!!!! Tenho (quase...) a certeza.
Mas JURO k pensei k não lhe acertava!...

irre_place_able disse...

Não estranhes se não voltar a andar contigo de carro, sendo tu a condutora, vale?! :P