27 fevereiro 2012

ó Reese


troco os meus dez meses de 2012 por uma semana tua. Vá lá. Juro que não me ouves dizer que tem côdea, que é tarde, que ´tá sereno da noite, que tal e coisa... Hein? Oh..

26 fevereiro 2012

"(...) Cada um tem a sua Primavera. Um sítio onde se descobrem segredos, ínfimas histórias de cada um de nós."

25 fevereiro 2012

massage me

Hoje foi dia de gastar o 2º dos vouchers que dizem que a vida é bela, recebidos há dois Natais.
Esfoliação de chocolate, duche e massagem manual.
Xiça, que já não me lembrava quão bom era. Pés, mãos, rosto e cabeça, todos com efeitos soberbos em pontos antagónicos na minha geografia humana: estou desconfiada que as minhas ligações devem andar enquinadas. Então o lóbulo da orelha faz ligação direta com cóccis e palma da mão com dedos dos pés? Wtf, feels good

19 fevereiro 2012

anda, zé

LinkDepois de Buraka Som Sistema, Michel Teló e Tony Carreira, mais outro grande vulto musical para Guimarães, Capital Europeia da Cultura. O mesmo que as engravida e depois não quer casar (lembram-se?).

18 fevereiro 2012

:(

perder uma bebé a 1 semana de nascer, cuja data prevista até coincidia com o aniversário da mãe, é terrivelmente mau. não saber disso e desejar-lhe, à mãe, via sms, parabéns a dobrar é muito mau. ligar-lhe efusivamente à noite a perguntar pela "Teresa" é foda. andou 4 anos a fazer tratamentos pá infertilidade. tem 38 anos e é a pessoa mais meiga que conheço. e divertida e altruísta e mega educada. fuck

17 fevereiro 2012

eu cá gosto de partilhar estudos de interesse

"O orgasmo feminino é uma coisa da qual as Mulheres percebem muito pouco, e os homens ainda menos. Pelo facto de ser uma reacção endócrina, que se dá sem expelir nada, não se apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu, ou de que foi simulado. Diante deste mistério, investigações continuam. (...)
Uma conhecida sexóloga, que apresentou uma pesquisa feita nos EUA, na qual se mediu a descarga elétrica emitida pela "periquita" no instante do orgasmo.Os resultados mostram que, na hora H, a "pardaleca" dispara uma cargade 250.000 micro volts. Ou seja, 5 passarinhas juntas, ligadas em série na hora do ‘ai meu Deus’, são suficientes para acender uma lâmpada. E uma dúzia é capaz de provocar a ignição no motor de um Carocha com a bateria em baixo.
Já há até mulheres a treinar para carregar a bateria do telemóvel: dizem que é só ter o orgasmo e, tchan…carregar. Portanto, é preciso ter muito cuidado porque aquilo, afinal, não é uma pombinha: é uma torradeira elétrica!!!
E se der curto-circuito na hora de ‘virar os olhos’? Além de vesgo, fica-se com a doença de Parkinson e com o pénis assado. Preservativo agora é pouco: tem de se mandar encamisar na Michelin. E, no momento da descarga, é recomendado usar sapatos de borracha, não os descalçar e não pisar o chão molhado. É também aconselhável que, antes de se começar a "molhar o biscoito", se pergunte à parceira se ela é de 110 ou de 220 volts, não se vá esturricar a "alheira"…

-----

[Ainda alterei alguns dos vocábulos e introduzi algumas aspas, mas não queria adulterar o estudo, tá? Então tá.]

12 fevereiro 2012

das páginas e redes sociais e coisos virtuais no geral


(xi, que já não me lembrava de escrevinhar uma crónica...)

Mas já urgia pronunciar-me sobre isto, caramba. Eu assumo sem pejo a minha infonabicice, mas há que dizer que de há uns anos para cá que a minha vida como que mudou. [Plim!]

Estava eu exilada no Alentejo, a descobrir belas localidades termais, quando me juntei à trupe do hi5 (matei-o esta semana, logo depois de resgatar as fotos emblemáticas e de rever alguns dos cromos que colei naquela caderneta). Quase de seguida, corria o ano da graça de 2008, não sei já bem como, botei à luz esta coisa - que muito fez por mim, naqueles infindáveis finais de tarde e repetidas noites descaraterizadas. Que eu sempre gostei de escrever, já toda a minha gente o sabia. Faltava-me a parte da publicação, de que todos os vaidosos não abdicam. E então um blog era uma solução maneirinha. Comecei por mantê-lo resguardado, mas a minha presunção falou mais alto: não tinha leitores, naturalmente. E assim comecei a publicitá-lo, junto do meu povo. Claro que agora não escrevo metade do que me apetece, mas também não vou gerar outro rebento para poder fazê-lo - determinadas coisas ficarão inevitavelmente num qualquer papel ou nos quatro cantos da minha cabeça (sim, diz que é pró quadrada).

Mas os blogs mais modestos não haveriam de vingar com o advento do Facebook e de outros similares. E agora é engraçado. Está-se a ler qualquer coisa online e sempre à procura do ícone do polegar em riste... Também já se diz "lol", "like" e "comment" nas conversas tradicionais com pessoas reais ao teu lado, em espaços tridimensionais. Depois, há o os grupos, as publicações estandardizadas de canções e dizeres, e o zapping em rede: salta-se da nossa página para o perfil deste e daquele e, do mesmo modo, há que dar vazão às notificações e ser minimamente socialmente correto, retribuindo as atenções concedidas. Que se banalizaram as "amizades", também se sabe. E acontecem coisas caricatas, como passar pelas pessoas na rua e ter sensações de déja vu.

E quando há um certo interesse bilateral com um dos nossos amigos? Aí, é a competição pela medalha de ouro para ver quem demora mais a responder à última mensagem - esta demora dá pontos e mostra quem é o elemento alfa da hipotética relação que há-de vir.

Que são merdices altamente viciantes, já se sabe. Mas olha, também já estou agarrada.
No way back. Like?

11 fevereiro 2012

a chave do euromilhões


O segredo para que quase duas dezenas de bárbaros imberbes e pré hirsutas se mantenham calados 90 minutos? Entrar afónica e de vistinhas semicerradas, de quem dormiu mal porque está muito doentinha (independentemente do que está por detrás das olheiras). Estabelece-se ali um acordo tácito do tipo "ya, hoje faço-te o jeito, amanhã fazes-me tu". Ou isso ou eles colocarem a hipótese de afinal eu poder ser humana. Hum...

10 fevereiro 2012

Vou ver a Madonna, vou ver a Madonna!

[Pausa. Reformulação.]

A Madonna vai ver-me, a Madonna vai ver-me!

05 fevereiro 2012

(do sítio do costume)

Já te tinha dito que nunca me tinha saído nada na vida?, repetia-me ele, nem uma raspadinha, uma rifa, euromilhões, nada, zero, niente. Não deixa de ser irónico, foda-se, a Rita podia tar aqui comigo. Ouve, nada contra, és a minha melhor amiga, claro. Mas sabes, ainda me passou pela cabeça dizer-lhe pa vir. Antes de falar contigo, tás a ver. Ao menos fazíamo-lo uma última vez num sítio diferente. Num hotel 4 estrelas. Xi, muito à frente. Olha, azar o dela.
-
Por que é que tás a fazer ares de quem já te passou a neura? És tão urso. Cuidado. Olha pá estrada, meu. Pára aí, quero fumar.
Encostámos numa berma improvisada, mas arrancou de seguida. Parou mais à frente, depois de virar numa cortada. Desligou o motor e aumentou o volume. Muse no CD. Punha sempre Muse quando tava fodido. Olhámos os dois para a escadaria de socalcos à nossa direita e soubemos logo que o cigarro ia saber melhor lá de cima. Descalcei-me e levei os tacões pela mão.
Estava a acabar de me dar lume quando começou a chuviscar.
- Eia bem... já não me lembrava que este cheiro existia.. Faz-me lembrar o cheiro a trigo quente na casa da minha avó..
Ya, a humidade que se libertava da terra seca dilatava-me as narinas. E mesmo àquela distância, conseguia observar o vapor a elevar-se da chapa quente do capot preto do carro do pai do f. A chuva parou segundos depois, mas o CD repetiu-se várias vezes. Ele já tinha amanhado uma garrafa quente de martini e arriscávamo-nos a ficar sem bateria no chaço. Deviam ser umas nove e meia e estava calor como o tava às quatro da tarde.
Acendi mais um. Tens o cabelo à frente, pá. Ainda o queimas., avisou-me, paternalista, desviando-me a madeixa. Não sabia, nem ele nem ninguém, que eu curtia o cabelo assim descaído, para disfarçar as orelhas grandes. Torneei a cabeça para a madeixa voltar ao lugar. Olha que chamuscas o cabelo, loirinha. Esticou a mão e deteve-a junto do meu lóbulo. Senti-o massajar-mo por uns segundos. Depois, espreguiçou os dedos e senti-lhes a firmeza no meu rosto. Acariciou-me a textura dum sinal que tenho junto às sobrancelhas. Puxou-me, puxamo-nos, e ficamos ali a arfar em silêncio, boca com boca, narizes colados. Começou a chuviscar novamente. E de novo, o odor langoroso a terra molhada. Deixamo-nos deslizar e as quatro mãos fizeram, sincronizadamente, o resto. Sentia pequenos tufos de erva refrescarem-me as costas e as nádegas, à medida que sentia o peso do corpo dele pousar no meu. Das costas dele deslizavam fios de água de chuva morna. Não sei dizer se o céu estava estrelado, se a música tocava ainda, se estávamos no mesmo socalco duriense.

adorava ter sardas

02 fevereiro 2012

"bleque bérri"

Foi o que um dos meus ninos pôs no google imagens para espreitar a sua próxima aquisição.
(e não é que foi lá ter?)