31 maio 2011

Depois da s., morreu-me a salomé. Apareceu-me aqui, convencendo tudo e todos que era um mário - a veterinária desfez o equívoco nas 1ªs vacinas. Tinha 15 anos de casa, mais coisa menos coisa. O meu irmão já há alguns anos que dizia que não passaria do Verão x, e dpois do y, e depois do w é que não passava mesmo, mesmo. Mas foi-se aguentando e sobreviveu à mais nova, que ganhou problemas cardíacos e renais depois dela.
Passou os últimos dias a cortisona porque papi não conseguiu, como eu, optar pela eutanásia.
Que os animais são como as pessoas, ou melhores, que têm melhor coração, não posso concordar. Com os nossos pares, explodimos, levamos baldes de água fria, reatamos, abrimos as comportas. Com os caninos, damos um pontapé, enxotamos, pomos de castigo, fazemos uma festa, pegamos ao colo, monologamos, interpretamos olhares como sendo meigos e empáticos, porque sim.
Mas são maravilhosas e sinto a vossa falta. A casa está vazia.

29 maio 2011

já não tenho idade

26 maio 2011

mulheres ao volante...

... emoção constante.

A tia L., referência intelectual da família, por ser infermeira estudada nos Brasis e Lisboas e por gozar desde os 55 de uma choruda reforma, é a modos que complexa na arte, sim, que isto não deixa de ser uma arte, da condução.
Podemos ir vestidos de fluorescente das pés à cabeça e dançar a macarena, que, passando por nós, não nos vê nunca. Leva à risca a expressão "olhos na estrada".
- Ó Belinha, anda ali ligar-me a Seat, que aquilo tem uma manha e já estive ali 15 minutos e não consigo dar à chave.
A chave não era especialmente relutante e cooperou bastante bem até.
Ponto morto, travão de mão no topo, que a rua era a subir.
PI-PI!
- Diga, tia. - depois de voltar para trás.
Eu que pratico cycling e body combat não meço as forças que tenho e tia L. aqu´ del rei para puxar travão para baixo. E eis que carro fica a milímetros do ameaçador muro de cimento.
- Ai! Que f* o carro todo e o teu tio e o teu primo me matam! ai, que ele está a descair!
- Ai, onde é, onde é o pedal do tavão? Anda, faz tu, rápido.
[Lá lhe expliquei que não conseguia trocar de lugar suficientemente rápido de modo a evitar um PREC.]
- Tia, respire fundo. Engate a 1ª, e carregue no travão de pedal.Vá, já posso tirar travão de mão? - e eu já de porta aberta e de pé de fora para dar à sola...
E pronto, lá foi ela, a emitir uma mui elevada dose de plurióxidos de carbono, estreando a rotação mais elevada da carrinha.
- Sabes? - gritou-me ainda da janela em alto gazonete - tenho vergonha de andar com o Audi, é muito luxo. Xauuu.........

25 maio 2011

if she can do it



I can do it, too. Até já conheço uns inquilinos dele. não fui tirar escrita criativa contigo, mas nossos caminhos cruzar-se-ão. Oh yeah.