30 março 2009

Sabem quando

...calham de cismar com uma banalidade qualquer, não conseguindo despregar olhos?
Sábado, sentadinha ao ladex esquerdo da prof. Como gosto de estabelecer contacto visual com os meus interlocutores, olhava amiúde para ela, que, não desfazendo, é uma fixe. Azar, aquele ângulo permitia-me ver o fundinho do canal da orelhita dela. Onde jazia um montinho de cêra. Ruivinha, como os seus cabelos.
E o resto, já se tá a ver: em vez de me concentrar no Pinter, já andava longe, a imaginar o(s) seus) parceiro(s) lambuzando aquele spot altamente erótico, e a terem inadvertidamente de bater a língua em retirada - já agora, aquilo é salgadito, insonso ou quê? Ou ela levando a pontita da unha à dita concavidade, para aliviar uma coceirinha, trazendo um pouquito de gosma... Que depois esfrega sem querer na calça Coronel Tapioca, ou que incrusta num muffin, ou que cristaliza na bordinha da unha, acabando por cair, petrificada, no edredão branquinho da cama de dossel...
Se calhar, acabaram-se os cotonetes. Se calhar, tava com uma hiperactividade das glândulas sebâceas. Se calhar, era uma fina camada de penugem que, sob a incidência de luz artificial, ganhava uma morfologia cremosa. Se calhar devia era estar atenta à aula.
(eu sei, aconselhamento psiquiátrico...)

29 março 2009

os temas do dia

...hão-de ser o desaire da selecção e as mudanças de hora, né?

Quanto ao 1º, na vi jogo, logo na opino, até porque futebol comigo é mais bolos; quanto ao 2º, IUPI!, até qu´infim que relógio do meu bólide volta a estar certinho! Já os de pulso digitais, nova odisseia (lembram-se?). GRrrrr....

27 março 2009

já pó kusturika

são 15 euros...

26 março 2009

50 euros

...1 dia no optimus alive???!? Ladrões...

23 março 2009

palavras mui lamechas

Estou na escola, no computador da escola. E as costas da minha mão direita estão húmidas. De uma gota de lágrima que rolou face abaixo, gota pesada, volumosa. Acabei de imprimir um documento de duas folhas, letra pequena, insignificante, preto da tinta no branco da página. Essa folha tem muitos muitos números. E olho para os números, tentando imaginar qual deles será um passaporte para uma coisa melhor. E volto a olhar, pensando que nenhum deles poderá anunciar essa sorte. E depois recordo. As âncoras que inventei para mim. O reiki, a pós graduação, as danças, o mestrado... E nos seus intervalos, recordo também aquilo em que passei uma borracha. As alegrias que me foram vedadas, as tristezas que tive de viver em indiferido, as direcções tomadas que não sei se foram por mim escolhidas, se ditadas por esta condição, o teu crescimento descontínuo, e claro, o dinheiro que semeei. Por baixo, 5 mil contos em portagens e combustível. Foda-se, é dinheiro. E aqui é que eu devia ser feliz. Mas o que sinto é um misto de injustiça e, sei lá, o momento não é o melhor. Mas estou pronta, custou, mas estou. Sem comiserações, com lucidez, coragem, pouca, a necessária.

22 março 2009

Já tenho tema

... para a tese: Experiências de quase morte. (Sim, muito à frente...)

Aceitam-se contributos: títulos de livros e filmes sobre a temática e afins. Bigada.

É só pa dizer

... que fui ver o Jason M´raz. De borla, pelo que gostei. Fixolas, foi ver o J a tirar fotos instantâneas e a mandá-las pró público. Muito fófi, sim sr.

19 março 2009

aahhhhhhhh

2 ovos a cozer numa panela. Água começa a ferver.

1º ovo: Ouves?

2º ovo: Ovo.

16 março 2009

Mitos Urbanos à Silva

Há uns anos, vi um filme com adolescentes estilosos, um pouco ao estilo de "Scream"; tinha a ver com mitos urbanos americanos, creio que se chamava mesmo "Urban Myths". Um exemplo desses mitos era cruzarmo-nos à noite com um carro sem luzes; o/a americaninho/a dava-lhe sinais e aí, hô-hô, começavam os problemas. O carro vinha atrás dele/a e mandava-o/a ribanceira abaixo e... foste, do verbo for.
Ora, aqui os tugas também têm disso. Nós podemos ter um PIB brutalmente baixo e um IRS estupidamente alto, mas em matéria de usos e costumes a malta dá cartas. Entonces, o primeiro mito de que me lembrei logo é o das cortinas. As cortinas são um fenómeno engraçado. É que só são transparentes para quem está do lado de dentro da habitação. Pelo menos, é o que a maior parte de nós acha: as cortinas servem para nos escondermos da intrusa curiosidade dos transeuntes, mas permitem-nos olhar sem ser olhados. E então é andar a passarinhar na rua e ver os/as calhandreiro/as a cuscar de dentro para fora, numa ânsia de ir buscar ao exterior alimento para a alma. E esticam-se, e dobram-se e afiam as orelhas e calibram os olhares, hi hi...
Outro traço cultural nosso tem a ver com o tampão. Aquela coisa pikena, branca com um fio dependurado a que as mulheres têm que recorrer mensalmente. Pois, o problema está mesmo no fio. Estou em crer que o medo que o fio do tampão se rasgue e desapareça do alcance da nossa mão, impossibilitando a remoção do corpo estranho é uma coisa generalizada. Há quem diga que há uns tempos atrás, não sei onde, houve uma fulana que esteve com um tampão dentro do corpo 15 dias, e depois foi fazer exames, até que aquilo começou a infeccionar e... e...
Bem, o 3º mito que me veio à cabeça é um clássico e como tal não vale a pena explorá-lo muito: a frequência de um ginásio emagrece, por si só. E anda a malta a kitar-se com ténis e calças xpto, marca y e z, a custar olhinhos da cara, na esperança de que a atitude e o estilo também pontuem. I wish...
Anything else? Podem aumentar à lista. Ainda fazemos é um talk show com isto. Convidamos o Moita Flores, a Bobone e alguém da fábrica do Zé Povinho e temos conversa.

14 março 2009

versos

A minha sobrinha gostou destes, da minha infância:
Meu amor, minha querida,
minha retrete entupida!
E então, inventei-lhe eu:
Noite minha, céu estrelado,
Meu peidinho engarrafado!
As palavras que damos às pessoas determinam os rumos das relações. Eu cá quero que a miúda goste de poesia :)

12 março 2009

Cuidado

Este blog diz car*lhada!
(concurso de professores...)

11 março 2009

Ó Grey

... tou em crer que temos de conversar. Com episódios a meter carótidas à mostra, paramédicos a morrer em frente às mulheres, a Bailey a operar 1 gajo com uma suástica no abdómen e a habilitar-se a ficar sem o grandalhão do marido e tudo e tudo e tudo, filha, vais ter de passar o episódio pa mais cedo, senão não há condições para dormir em tranquilidade, né? Vamos lá ver.

10 março 2009

eh eh

Nunca fui do tipo mulher fatal, com alguma pena minha, é certo.
Mas ao ler umas coisas na net, lembrei-me do melhor fora que dei num tipo armado em convencido. De Educação Física, bombeiro, eu tenho um corpo musculado, sou um metrosexual que não teme andar de camisa florida, olhar à matador e coisa e tal.
Andava armado em fino, a mandar bitaites e olhares de peixe mal morto, "Ai, qualquer dia rapto-te para um café e depois..." e "Um dia ainda conversamos..." e blá blá.
Até que um dia apanhou-me a tomar café. Lançou-me um olhar muuuiiito lânguido e numa voz que ele com certeza achava sexy:
-Ainda me deves um café...
Je: Eh pá, eu dou-te os 5o cêntimos e não se fala mais nisso.
(Remédinho santo.)

08 março 2009

A Espera


A espera é a grande certeza e a grande dúvida. Na espera vive-se o zero.
É quando sabemos esperar que aprendemos a desactivar todo o conceito de luta, toda a ansiedade. A maior luta contra a ansiedade é aprender a esperar.

A espera é também o hiato entre uma coisa e outra, é o vazio, é o momento de conexão com o céu. Eu espero. Eu respiro. Eu centro.
Saber esperar dez minutos é um talento. (...) Espera a tua hora, pois o teu momento há de chegar.

Mas não esperes sentado. Espera em posição de alerta, para agarrares cada sinal. Espera em posição de alerta, para poderes seguir a linha da vida que te aparecer com mais força. Espera e serás recompensado. Espera e serás instruído. Espera e serás iniciado. Espera e serás atendido.

Este Jesus Cristo que Vos Fala, Livro 1 / A Entrega, Alexandra Solnado

05 março 2009

...osa

Miúda, murmurando qualquer coisa: ...sa

Eu: O quê?


Miúda: ...osa


Eu: Repete lá, que a teacher não percebeu.


Miúda: ...nhosa

Eu, envolvida em dúvida, acompanhando o olhar da miúda, dirigido ao topo do armário alto: CALOU! Que a teacher não ouve a vossa colega!

[E na narina esquerda da cachopa se formava uma bolha verde água, macilenta, impositiva.]

Miúda: .... ranhosa.

Eu, pensando: Ela disse, efectivamente, ranhosa. E pra quê que mo veio dizer? E para que é o papel higiénico para onde aponta com o olhar?
[Milésimas de segundo, ou talvez segundos, mesmo, depois:]

Ah! Queres que a teacher te chegue o papel higiénico, ah, ok.

Miúda, fazendo que sim com cabeça e sulfatando o chão com ranho: Sim, teacher...

dah pra mim. Cursos intensivos sobre pueriCultura? Precisam-se.

02 março 2009

E a Floribela

... que lerpou? Fez directa e ia vestida do Carnaval? E aqueles moçoilos semi nus? Foste, do verbo for. :)

Do nada

... vêm-me muitas vezes à cabeça coisas avulsas. Ideias, mémoires, aforismas, aspirações cujo prazo de validade expirou.... Acontece-me amiúde aos Domingos invernosos de manhã, quando, depois do acordar, que já não tem retorno possível, me deixo ficar sob o peso de 2 cobertores e 3 edredons, adiando a vontade de fazer pipi. Partilho com o universo pequenos pedaços de verdade:

- a minha tia e o seu sábio adágio "Quem aposta, come bosta" - não sei bem porquê, mas esta poética combinação de vocábulos exerce em mim um certo fascínio...

- "Vês nos outros um reflexo do que tens em ti" - esta é mais recente e do meu Mestre; e não é que, vistas bem as coisas, bate certo?

- sandes de Nesquick em pó, salpicadas de leite, para emulsionar - saudosos anos 80...

- a visão dos meus amigos de recreio da primária, exibindo os cornos de vacas loiras, odiosos bicharocos de quitina dura e negra, num colar. (Terá algo a ver com ritos de masculinidade, com crenças no supersticioso?...)
- e mais que agora não me lembra.