30 novembro 2008

Sábado

Sábado é sempre um dia muito produtivo, especialmente quando inclui ida ao McDonald´s e um casamento no invernoso santuário de nossa Sra do Sameiro bendita.
Como perdi um prateado brinco valiosíssimo comprado numa loja que contrafacciona produtos da Parfois, o meu humor, em regra positivo, estava já de si meio enquinado. Ora, saída de uma aula de Sábado de manhã que me obrigou a madrugar, com uma ninhada de ratos no estômago a exigir alimento, estava visto: McDonald´s. Tudo bem, eu gosto e até já não vou há bué. Mas ao fim-de-semana? Hummm...
Happy Meal, chão escorregadio, muita dificuldade para arranjar lugar para um, vizinhos de mesa palradores e de sotaque nortenho sofrível, incluindo expressões mui caricatas de que já não me lembrava, tipo "PUCRA QUE PARIU!" [em rigor, é "pú-ca-ra que pa-riu-eE"]. Muito fine.
Eis que aparece o Ronald a distribuir balões, roxos, brancos, amarelos ou azuis?, e a indagar meninos em idade pré-escolar em pranto desalmado, intimidados por aquela cara branca e aquele risco preto arqueado muito acima da linha da sobrancelha: "Tens de estudar muito,´tá bem? Para seres um homem como deve de ser." [Mais choro] "Chamas-te Pedro? Tens nome de rei!" [Criança de ano e meio estupefacta. Guei?]
Rumo ao Sameiro então, já com a barriga almofadada. Eh pá, cheguei mesmo na horinha dos sims. Fixe. Vamos lá ver se vejo a cara da noiva, a ver se realmente tem cara de leitoa, como me havia avisado uma amiga minha. WHAT THE FUCK??!? A maior anacronia jamais vista! Vestido cai-cai!! Sim, é verdade. Ombros e peitaça desnudada. Sim, ontem à tarde, sim, dilúvio, vento gélido, "fumo" a sair da boca de cada vez que se expira.
"As noivas não têm frio!", diz-me momentos depois, na hora das beijocas e felicidades (tem uma cara perfeitamente normal, bem bonita, by the way). Keep dreaming! Boa sorte com a convalescença da pneumonia fulminante em plena lua de mel.

29 novembro 2008

Então mas não dizem

que electrodoméstico seriam, caso desencarnassem?

28 novembro 2008

Se fosses electrodoméstico

... qual serias?
Sem pensar muito no assunto, diria com toda a certeza que seria uma liquidificadora. Poça! Que se eu fosse uma empresa tinha sucesso garantido com tanta liquidez!
E para terem uma noção, hoje, dia de aulas e portanto com alguns constrangimentos na desenfreada frequência à sala de banhos, fui, praí, ora bem, diria que umas 9 vezes, tendo bebido menos de 0,4 l de água. (E ainda a noite é uma criança...)
"Vai ao médico e vê lá essa anormalidade, sua mij*...". Pois, já fui. E foi um dos episódios mais degradantes da minha vidinha, como alguns de vocês bem sabem. Então, atestar de água até aos olhos, aguentar, aguentar, ir até ao WC e contar até 3, voltar a esperar pela vez, aguentando, contorcendo-me, treinando as minhas skills de comunicação não verbal (caretas, gestos obcenos para quem anda ali a agitar provocatoriamente a garrafinha de água, que é para estimular a bexiga só mais um bocadinho), aguentando até "Isabel...?".
Entrada no consultório, batinha com racha atrás por cima da curvilíneosona nudez, ainda mais ridicularizada pelo botim e pela mini meia, toca de sentar numa sanita com rodinhas. Muito mau, acreditem. Depois, a plateia de 3 (médico, enfermeiro e auxiliar) a solicitarem um pipi. Quisera eu ter essa competência de me alhear de 6 olhos e 6 ouvidos! "Estamos na sala ao lado, esteja à vontade." Cortina corrida, não sr., não chega. Porta encostada, igualmente insuficiente. "Vou ligar a torneira no turbo, a ver se ruído ajuda, ok?". OK, mas continuam muito optimistas, pensava eu. E bem. Infelizmente.
Claro que 10 minutos depois, como já não cabia nem 1 ml de coisa alguma, toca de enfiar catéteres pela pombinha acima (e é aqui que omito os acontecimentos subsequentes, por não querer incomodar ninguém). Muito vexame depois: "Menina, não tem nada."
NADA? Pe-li-ze! Não tarda nada, afogo-me e não adianta se nado, se não...

27 novembro 2008

SYUZHET

25 novembro 2008

Preocupações

A - Ó Ana, que tens na perna?
B - Dei uma queda (expressão alentejana) e magoei-me na perna.
(Por isso é que mancava, ou melhor, arrastava a perna enganchada num moço, de semblante carregadíssimo e com um bloco de gelo encostado à pernanga)
A - Estás bem? Precisas de ajuda?
C - Eh pá, agasalha-te, que inda constipas.*

* E quem, meus amigos, quem FUI que se preocupou com a perigossíssima pneumonia que podia apanhar a criatura numa situação em que tinha claramente as defesas baixas? Ahan...

24 novembro 2008

Desafio dos 8 Sonho Fazer

Fui desafiada pela Sweetie. Beware...

Entonces, o desafio consiste em:

1- Escrever uma lista com 8 coisas que sonho fazer

2- Convidar 8 blogueiros a fazer o mesmo

3- Comentar o blogue de quem partiu o desafio (já fiz)

4- Comentar no blogue dos blogueiros que foram por mim desafiados para saberem da convocatória

5- Mencionar as regras (esta também já está!)

Faço já os passos 2 e 4: Ei, TU que estás a ler isto e estás mortinho/a por seres desafiado/a mas como ninguém te passa chapa, não recebeste o convite. Eis a tua oportunidade: faz copy-past do post e conta lá o que queres da vida. Diz que vais da minha parte.

Agora a lista dos Fazeres:

1. Fazer (ou fazerem-me!) ver encurtada a distância entre o local de residência e o de trabalho;

2. Fazer e decorar o meu ninho, bem bonitinho e confortável;

3. Fazer editar e advir sucesso do livro que ainda não escrevi, mas que sei desde sempre que vou escrever;

4. Fazer o amor com muita gente. Família, amigos, amigos coloridos, conhecidos, animais de estimação, partners de trabalho, transeuntes - todos aqueles a quem meu coração possa acolher;

5. Fazer ginástica *;

6. Fazer MUITAS viagens ao estrangeiro (cá dentro tou eu farta...) - à razão de 2 por ano e Badajoz não conta;

7. Fazer dieta sem sacrifícios (i.e., sem a erradicação de doces);

8. Fazer sorrir e rir muita, muita gente ao longo da minha vida, que espero ser longa e feliz, rodeada das minhas pessoas, também elas felizes e com longevidade (prontos, matei aqui uns quantos coelhinhos).

* eu explico: estou num sítio que fica a 21 kms de tudo...

23 novembro 2008

Psicogenealogia por quem sabe

A psico-genealogia é uma técnica de investigação que analisa a nossa historia familiar e os acontecimentos que marcaram e influenciaram a nossa vida ao nível individual e a dos nossos antepassados. (...)
Trata-se de um verdadeiro condicionador dos seus comportamentos, crenças, escolhas de vida etc.
A psico-genealogia é um precioso instrumento de analise da historia familiar, que permite reparar as relações subtis entre gerações e dar sentidos à história pessoal, familiar e relacional.
Freud já falava deste assunto, podemos ler em "Moisés e o monoteísmo":(...)
Paola del Castillo, especializada na pesquisa entre as gerações escreve:
“O peso da memória genealógica é transmitido durante o projecto parental na concepção da criança através o desejo dos antepassados a ver realizar-se seus próprios desejos.»
(...) e a psico-genealogia é um método psicoterapêutico indispensável nas tomadas de consciência das memórias da nossa “tribo familiar e social".

21 novembro 2008

Coisa nova de que ouvi falar hoje

... Psicogenealogia.

Explicação mais ou menos bem explicada, retida de ouvido: uma espécie de solidariedade familiar intergeracional, cujo agente é o inconsciente. Ex verídico: senhora que "resolve" ter um acidente no mesmo túnel onde o pai teve um acidente anos antes (sendo que esse túnel não fazia nunca parte dos seus percursos habituais). No mesmo dia. Coincidência? De acordo com "esta" Psicogenealogia, trata-se de uma força de bloqueio exercida pelo inconsciente sobre o consciente, sendo que este não conseguiu, obviamente, fazer o luto. (só vou pesquisar amanhã, k é para ficar a pensar mais um coche sobre isso).
[Se houver entendidos na matéria, disponham. Até sempre.]

20 novembro 2008

Diapasão

Ao ouvir falar em "diapasão", formava em mim há já cerca de década e meia esta imagem mental


(E que imagem tão feiosa, hein?) E eis que me confrontei há um dia com a existência de um objecto estranho, deveras estranho, mas ao que tudo indica mui importante no reino musical:
Este é O verdadeiro diapasão. Dá-nos o Lá. Não é que me faça grande diferença, Lá ou Fá. Ou mesmo Mi. Parece uma mini forquilha para os barbecues de Verão. Ou um cotonete bifurcado para efeitos de tortura. Ou um estendal para 2 tangas. Ou uma espécie de baliza para berlindes. Na minha opinião, não desfazendo, este objecto não tem uma aparência muito digna. Mas isto sou só eu que não percebo grande coisa de música (Na minha adolescência andei a aprender órgão. Estava tudo a correr relativamente bem, até que o professor me fez um ultimato: ou o órgão ou as unhas compridas...)

19 novembro 2008

Já não tenho pachorra

... para pessoas rezingonas, de mal com a vida, que resmungam porque uma formiga lhes roubou a migalha de bolacha!
(Humilde estratégia pessoal: como ainda não consegui desenvolver a ilustre skill de ouvir e "desligar a ficha da corrente", retiro-me airosamente)

18 novembro 2008

Feiinho/a

(Estas palavras que se seguem podem ser encaradas como preconceituosas, muito embora não seja esse o tom; ´tá feito o aviso.)

Nunca vos aconteceu de, em vez de distraidamente prenderem a vossa atenção numa pessoa gira, bem vestida, estilosa ou charmosa, se porem a contemplar uma outra que tinha tudo para não dar nas vistas?

Às vezes é mais forte do que eu e ponho-me a cogitar no que estará para além do vazio daqueles olhos inexpressivos, daquela face em tudo igual a tantos outros milhares de rostos, daquele cabelo preso num rabo de cavalo que passa por cima das orelhas, tapando-as, daqueles trajes cinzentos, acinzentados, tristonhos, sem padrões, sem brilho e sem toque pessoal que se envergam e que enterram um ser no mais comum dos cenários.

É óbvio que estarão personalidades e vidas interessantíssimas por detrás dessas aparências. Mas e se nem todos tivermos a capcidade, a paciência, o talento para vermos para além de?

16 novembro 2008

Pretend that you´re Alone




We are just the monkeys, who fell out of the trees
We are blisters on the earth
We are not the flowers, we're the strangling weeds
In the meadow
And love is just our way of looking out for ourselves
When we don't want to live alone
So step into the vacuum, tear off your clothes
And be born again
Pretend that you're alone now
And everything's gone
Just animal reflex
There's no one looking on
Forget about fashion, forget about the law
Pretend that you're alone now
I wonder what I'd do, if I could wake up every morning
With a clean slate
I'd burn through the cities, I'd tear through the towns
Cos there's no deals to make
So break out of the cages, the delicate structures
We cling to all our lives
Just primal desire, no right and no wrong
Forget about the future, forget about blame
Forget about religion forget about shame
Pretend that you're alone, now (...)

Resquícios de reflexões cujas palavras emprestadas (dos Keane) são uma expressão preciosa, reflexo parcial, mas de valor.

Imagens, pequenas doses de relax visual que imperfeitamente apanhei ontem, aqui e ali, num dia aquecido pelo sol.

13 novembro 2008

We´re Spyralling

Em adolescente, fazia como os outros furuncolosos: tinha as paredes do quarto forradas a posters de papel maleável. Profissionais da música, estrelas da caixinha mágica (então a preto e branco), prestadores de serviços artísticos no geral; não era muito criteriosa.
Uns, teimosamente colados nas paredes rugosas de tinta branca, outros, com as costas repletas de fita-cola rasca, que estragava o verniz dos móveis. Mas quase todos posters de pessoas que não conhecia de lado algum: actores de séries que não passavam na tv portuguesa, cantoras com boa pinta, mas com nomes impronunciáveis, cujas caras eram tiradas da Bravo, ... (Lembro-me vagamente da Kate Bush com uma camisa azul d´ir ao petróile...)

Na altura, achava que devia ir na onda. (E já gostava de decoração, claro). Mas nunca tive grandes paixões. Coleccionava cromos, mas não tinha noção dos que me faltavam. Entrei no contrabando dos calendários de bolso sem saber conhecer a identidade de metade das caras já gastas pelos meus dedos. Nunca fui capaz de cantarolar a letra duma canção do início ao fim. Era facilmente ludibriada com trocas injustas de cassetes. Etc, etc.

Agora, depois de... bem, madurinha, é que me dá para ter espécie de ídolos. E ir e vir a Lisboa, sozinha, de noite, a meio da semana, com o alarme marcado para as 8;30 do dia seguinte, para ir assistir a um concerto sozinha. E comprar todos os seus CDs originais. E tudo e tudo e tudo.

Ontem foi muito fixolas. A dado momento, o vocalista dos Keane levantou a bandeira de Portugal, o que pôs o pessoal todo ao rubro - é um daqueles clássicos, né? Sim, sr. Só tenho sérias dúvidas que os gigantones que estavam à minha frente permitam que eu apareça no videoclip da tour...

11 novembro 2008

Consumismo

Em última instância, de onde vem este constante impulso consumista que nos impele a adquirir, comprar, possuir, ter? Aquele comprar para além da lista pré-fabricada (física e/ou mentalmente), o que faz falta e o que não faz.

Muitas das vezes, chegados a casa, os ditos objectos páram quietos numa gaveta, estante ou arrecadação, à espera de um real pretexto.

Esta compulsão de comprar fica momentaneamente saciada quando passamos a caixa registadora, cumpridos o exercício de ponderação "compro ou não?" e o movimentado trajecto pela loja. Momentaneamente, porque outras se seguirão.

Tentaremos ter para conseguir ser? Era mau, muito mau, acreditar que sim. É que se me enfia a carapuça aqui e agora...

10 novembro 2008

Coca-Cola Killer

Algoz
Mesureiro
Abstrusa
Tugúrio
Atiladamente (com perspicácia; elegantemente)
Lépida (jovial, prazenteira)
Opróbio (vexame)
Contumaz
Soez (ordinária, estúpida)
Caviloso
Facécias
Onanismo (masturbação)
Objurgatória
Sevandija (imundo, vil)
Eflúvio

Estes são alguns dos vocábulos que já me obrigaram a folhear o dicionário gordo e laranja, à moda antiga, semi contrariada, semi motivada (se não pela curiosidade, pela intriga), e igualmente frustrada por não conseguir asseverar completamente o sentido deduzido contextualmente dessas e de outras palavras "dispendiosas"... Grrr....
Pois o sr.António Victorino d´Almeida tem um vasto dicionário de sinónimos que tornam as minhas leituras nocturnas um evento sofrível... Ando a ler o seu "Coca-Cola Killer", mas... não há pachorra! Acho que vou pelo Daniel Pennac e abandono o livro, dou-lhe desprezo. Já faltou mais. Foi um desabafo. Até sempre.
Só apresentei os significados mais giros...

07 novembro 2008

À Flávia

... minha amiga * da blogosfera: o prometido é devido:

Separas 3 gemas das suas claras, que bates em castelo.

1) Juntas 6 colheres de sopa de açúcar às gemas e mexes.

2) Derrete, sem dó nem piedade, 1 tablete de chocolate com 75 gr de Vaqueiro.

3) Bates 1 pacote de natas com a batedeira.

Juntas 1) com 2), depois as claras em castelo e 3).

Agora, se quiseres, ninguém te obriga, bota-lhe 1 coche de vinho do Porto, nozes trituradas e/ou 1 chisco de gengibre ralado (eu ponho casca e tudo, não sei, mas olha, tás avisada, se puseres muito, pões o povo a pinchar a noite toda!).

Vai ao frigorífico, a mousse, não tu (fica melhor se feito de véspera) e podes consumir com aqueles palitos de folhas de bolacha enroladas que tem no Intermarché e que dá um ar muito mais profissional

* posso?

Balanço

Balanço do 1º dia de mestrado:
1 - um horário novo, que inclui aulas ao Sábado :(
2 - colóquio sobre "A Literatura Comparada, a Intermedialidade e o Estudo das Vanguardas" (p.f. não me solicitem resumos)
3 - umas calças e uma camisa adquiridos no centro de Braga, em detrimento do extremo interesse suscitado por 2
4 - 3 euros de fotocópias
5 - pânico q.b., desencadeado pela quantidade homérica de trabalhos, relatórios e reflexões que eles acham que eu vou ter tempo para fazer
6 - o inefável, mas integral desprezo de uma ex-colega de curso que lá arranjou lugar
7 - conversas agradáveis com coleguinhas novos subordinadas ao macrotema "UM: o antes e o agora"

06 novembro 2008

A quem percebe de Economia

Quando, a propósito da discussão do próximo Orçamento de Estado, o nosso 1º Ministro diz que o OE é para as famílias e para as empresas, quem é que fica de fora?
Os órfãos?
Os bandidões da candonga?
As meninas perseguidas pelas mães de Bragança?
Hesito.

04 novembro 2008

Jogo Duplo

Ontem, 2ª-feira, o programa do Malato conseguiu prender a minha atenção, mas não porque me lembrei de começar a ser fã incondicional daquilo, que não desfazendo, tem alguma piada. Então não é que eu conhecia um dos concorrentes? (O que contou a piada do iogurte, para quem viu)
Ora, na qualidade de telespectadora indago-me muitas vezes acerca das probabilidades de visionalimentalimentar na TV alguém conhecido: um familiar, um amigo, vizinho, conhecido ou um "passing by".
10 milhões de portugueses é muito português, claro, mas também, quer-se dizer, não me fecho numa redoma: tenho os meus círculos sociais de café, o people do secundário, da ISCEF e da universidade, colegas de profissão dos múltiplos estaminés por onde passarinhei, os prestadores de serviço do Intermarché que me atendem semanalmente, os solícitos moços da bomba de gasolina de Brito, as meninas da Bershka do Bragaparque, as 2 senhoras da Halcon de VilaVerde, a Dª L. do quiosque, os Srs da oficina (e os meus ex-100 Euros de 6ª-feira), o Márito, meu 1º namorado, todas as esteticistas que já passaram as vistinhas e as mãozinhas pelo meu corpo [uuuhh...], a veterinária das minhas Fi e Salomé (e as careiras que a precederam), todas as pessoas com quem me zanguei (poucas, que eu sou Balança e gosto é de harmonia), ex-professores vivos, o Sr do Ponto Fresco de Montargil, os meus pares das Danças de Salão, o pessoal do ginásio que deixei de frequentar há muuuiiito tempo, bem... já perceberam, né, muita massa humana.
Será que essa gente toda tem medo de (a)parecer mais gorda na televisão? Ou eu é que devia ter estado mais atenta às aulas de Matemática, capítulo das probabilidades? Assim talvez conseguisse explicar a raridade com que vejo um rosto conhecido na TV...
E já agora que são rijos e ainda não desisitiram de ler este texto, outra questão nonsense: quantos rostos teremos armazenados na nossa mente? (Não me respondam com o blá blá das ligações neuronais, que não estou motivada para questões científicas; a malta quer é vibrar com o sensacionalismo da especulação...)
E se não nos tivéssemos sentado junto do Miguel nas reuniões de preparação para o Crisma? Isso teria influenciado a ramificação das nossas redes de conhecimentos / relacionamentos daí em diante? Ah pois é, bebé, isto dá que pensar!... Aposto que hoje já não dormem a pensar nisto. Perdão.

Ora respondam lá

... à pergunta da Patrícia:

Qual é a melhor profissão do mundo?

03 novembro 2008

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Se pudesse formatar a minha personalidade, não hesitava em:

- ser secretista, tipo "such a mysterious woman", e não contar-vos nunca que ao chegar a casa enfio-me logo nas pantufas malhadas oferecidas há 2 Natais atrás.

- ser ciumenta. Ajuda muito a manter uma relação. A sério.

- ser muito, muito crente.

- ter 4 ou 5 ídolos: 2 religiosos, 1 político e 1 músico.

- não levar 2 horas a optar entre o gorro branco e o azul (Eh pá, mas o vermelho também tem pinta...).

-
perceber realmente o que é o psi 20.

- detestar doces (se não suportasse mesmo o sabor de bolachas, pudins, pastéis, chocolates e afins, não teria de passar a vida a evitá-los, por fazerem mal e engordarem, e isso era um descanso).

- puxar mais ao Indiana Jones e menos ao Ruca.

- etc...