30 outubro 2008

A sério,

... quanto é que costumam "dar" nos casamentos?
Vá, mais ou menos ... Tenho 3, quero ir fazendo contas à vida...

27 outubro 2008

Autoretrato duma espécie de cozinheira

Quando, por alguma razão, os preparados da mami não estão à distância de um tamparuére guardado no frigorífico, tenho de arregaçar mangas e fazer-me ao fogão, como aconteceu este fim-de-semana. Eis o tipo de cozinheira que eu sou:

- Impiedosa para com garrafas, frascos ou pacotes encetados, quando abeirados do precípício do balcão marmóreo....... PUM!

- Prática e criativa q.b. Onde se lê "broa de pão de milho grosseiramente desfeita", usar pão [finamente] ralado de pacote. Uma questão de advérbios, certo?

- Masoquista na cozinha. Às 2ª-feiras pós-sessões culinárias dominicais, é ver-me desfilar pensinhos rápidos nos dedos. Mas daqueles coloridos e com bonecada, combinando minimamente com a toilette, claro.

- Algo confusa, nomeadamente no claro entendimento dos conceitos de "especiaria" e "acompanhamento". [Certa vez, exagerei na dose de gengibre botada na mousse de chocolate caseira; a um deu-lhe para ficar, e passo a citar, "excitado"...; a outras, deu-lhes para sulfatarem os chãos com vómitos multicolores e para andarem a arrastarem-se, desmaiadas. Não está clinicamente provado k tenha sido o gengibre, mas assumo as minhas culpas]

- Do género desportiva: sempre a fintar o avental, impedindo-o de exercer as suas digníssimas funções.

E ontem? Que me assustei ao abrir a garrafa de azeite? Não é que tinha uma "Cápsula pop-up, com doseador mais higiénico e funcional"? Pop-up, meus amigos! Confirmem se quiserem: Azeite Oliveira da Serra Suave, 0,7º de acidez. Eu comprei no pó pi pa ram, pó pi pa ram, pó pi pa ram, nam nam...

26 outubro 2008

Afinal, quem é que manda aqui

Todos os anos, Março e Outubro, o mesmo pesadelo kármico.

Não fossem 75% dos meus relógios de pulso digitais, e esta grande nuvem negra bianual assombraria uma qualquer outra pessoa, em lugar alheio.

É que quando se tem um tecnoamiguinho à mão, isto torna-se facilmente ultrapassável: delega-se a função e depois basta engolir a legítima acusação de totó. Mas quis o destino que da madrugada de Sábado para Domingo estivesse reclusa de mim mesma, entregue às minhas fragilidades.
Então, mas na pode ser assim, mulher de Deus! Tens x anos, a p* da mania da independência e da emancipação e sempre a pedir aos outros que te acertem os relógios? Faz-te à vida!, disse de mim para mim. Já deste saída ao hi5, ao messenger, ao moodle, já sabes o que é o Speedtouch, tens 1 blog, for Christ´s sake!...
E o que tem de ser tem muita força. Alevantei-me, lavei os dentes e decidi-me a entrar nesse braço de ferro antes mesmo do pequeno-almoço.

Encarei-os. Resolvi deixar a última aquisição para o fim, o da pulseira de cabedal castanha, por pensar que era o mais teimoso e astuto, cheio de botõezinhos presunçosos. Comecei então pelo Nike vermelho. O filho da mãe queria luta. Carrega daqui, carrega dacolá, luzes a piscar, números fugidios, ... RESISTÊNCIA. Hum...
Bem, vamos ao preto, sim, aquele que nem a senhora da loja onde foi comprado o sabe acertar. Ah, só me deixas mudar os segundos? Como se isso fizesse a diferença para eu não levar falta no trabalho amanhã de manhã!! Mas quem é que manda aqui? Toma esta! E mais esta, toma, toma... (...) Hélas, o resultado resumia-se, é bem verdade, a calos. Calos nas pontas de ambos os indicadores, já de si adoentados pelo estado das unhas decrépitas, que denunciam uso de vernizes de marca branca.
Peguei no castanho, só para ter uma visão global das semelhanças e diferenças entre os 3... Entre 10 a 20 cliques depois, O TRIUNFO. Estava o relógio acertado! By myself!

Ponto da situação: restavam 2, de 3, cronoengenhos de tecnologia de ponta a engendrarem + 1 ataque à minha autoestima. Teimavam em cristalizarem os seus dígitos nas 12 horas, não obstante as minha vãs tentativas de os fixar nas 10:38 h.
Mas eu não estava disposta a perder esta guerra. Virei costas, semi-indiferente, liguei o alarme do telemóvel e fui comer. Já vos mostro o significado do "se não vai a bem, ..."
Regressada ao quarto e ao dolce fare niente dominical, observei-os com desprezo. Reenfiei-me na cama e virei-lhes costas, dedicando-me à leitura. Encarnei o tigre predador, que pacientemente espera pela sua predestinada ingénua gazela, camuflado pelo loiro das searas...
11:58h. Estava na hora. Clica daqui, clica dacolá; pega e pousa, beberica água para acalmar a sede suscitada por este confronto físico, e eis que volto a, implacavelmente, por os dígitos no 12 (esta é uma espécie de operação básica accionada pelo toque simultâneo dos 2 botões que ladeiam o mostrador, a tábua rasa dos relógios de pulso). E quem ganha a guerra, hein? É como se diz na minha terra, "Deixa-os poisar"...
Agora sim, posso andar na rua de queixo erguido. Eu sou quem acerta os seus próprios relógios.

(Bem, falta o relógio do carro... Não me posso armar muito, que ainda dou cabo do visor digital, que, em reacção de autodefesa, despoleta uma reacção em cadeia, mandando uma mensagem eléctrica à junta da colaça, que por sua vez... Voluntários?) :-)

Mar Adentro


Eu devia ter percebido que este filme de 2004, emprestado pela L. vai para mais de 5 meses, tinha que ser brilhante. Na capa diz que recebeu o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro, O Globo de Ouro na mesma categoria, e outros prémios ainda, disfarçados a letras mais pequenas.

Então, temos uma banda sonora muito charmosa, uma imagem perfeita, personagens do mundo ibérico, trechos de humor fino, um fio narrativo sóbrio, mas desconcertante. O ciúme feminino, o conflito geracional, o desejo carnal, a representação quase quadridimensional (?) dos sentidos, a prisão do corpo e a liberdade do sonho, a solidariedade, a compaixão, esta quase infinita e quase espontânea capacidade de amar o próximo, o amor feito refém da possessão física, e, por fim, a irredutibilidade da morte. As questões políticas, morais, éticas e metafísicas da eutanásia, elegantemente postas na mesa para reflexão.

Presentes estão todos estes ingredientes num bem conseguido equilíbrio que surpreendentemente evita a lágrima fácil e nos põe necessariamente a pensar, e questionar, na absoluta seriedade dos nossos problemas. Imperdível, de Alejandro Amenábar.

E numa metamorfose o meu corpo já não é o meu corpo.

É como penetrar no centro do universo.

O abraço mais pueril, e o mais puro dos beijos,

Até ver-nos reduzidos a um único desejo.

(...) Mas acordo sempre e sempre desejo estar morto.

Com a minha boca enredada no teu cabelo.
[Vi o trailer umas 5 vezes seguidas depois do filme terminar... Como sou uma infonabiça, não o consegui colocar aqui :( ]

25 outubro 2008

Mui importante

... exercer dever cívico de voto.

24 outubro 2008

Não se pode vencer o acaso, não há regras que imponham limites ao azar, e em cada momento recomeçámos de novo, tão maduros para um golpe baixo como estávamos no momento antes.
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(O Quarto Fechado, A Trilogia de Nova Iorque, Paul Auster)

Este senhor escreve muito bem, embora descaia para o fatalismo ultrapessimista. Mas como mesmo assim gostei das suas linhas, aqui vos deixo outra passagem dessa mesma históra, a ver se dou o mote para o fim-de-semana de algum de vocês (tipo make love... MAS pacífico, tá?):

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Tudo aconteceu depois de ela começar a chorar - quando finalmente ficou exausta e as palavras se despedaçaram (...). Levantei-me, embriagado, cheio de emoção, aproximei-me dela e abracei-a num gesto de conforto. Isso fez-nos atravessar o limiar. O simples contacto foi suficiente para despoletar uma reacção sexual, uma recordação cega de outros corpos, de outros abraços, e um momento depois estávamos a beijar-nos, e então, não muito depois disso, estávamos nus na cama dela no andar de cima.
(...) ... estava a transformar aquilo num acto de violência, dilacerando esta mulher como se quisesse pulverizá-la. Eu tinha penetrado na minha própria escuridão, e foi ali que aprendi a coisa mais terrível de todas: que o desejo sexual também pode ser o desejo de matar (...). Esta mulher queria que a magoasse, e foi isso o que eu fiz, e dei por mim a comprazer-me na minha crueldade. Mas mesmo naquela altura, eu sabia que estava apenas a meio do caminho, que ela não era mais do que uma sombra, e que estava a servir-me dela para atacar o próprio Fanshawe [que é filho dela, amigo dele]. Quando me vim dentro dela pela segunda vez - os dois cobertos de suor, gemendo como criaturas num pesadelo -, compreendi finalmente. Eu queria matar Fanshawe.

Mas ninguém matou ninguém, sosseguem. Bom fim-de-semana!

23 outubro 2008

Rewind

Isto de voltar à U.M. fez-me recordar uma série de eventos que poderão ser passados em revista se um dia (cruzes credo canhoto, que seja tardio) vir a vida passar-me à frente...

* A notícia da entrada, comunicada telefonicamente pelo meu pai (que deu um saltinho a Gualtar depois de fazer as compras no Arminho) e que lhe valeu um raspanete - eu queria saber da notícia in loco, para ter direito aos borrões dos batons ressequidos na cara. Ingratidão minha, sei-o bem.

* As praxes. Lavar o escadório com uma escovinha de dentes, fingir de gata com cio, cantarolar canções inevitavelmente a descair para as asneirices,... O costume, pacífico. [Agora é que diz que é fixe; fazem uma espécie de jogos sem fronteiras nas piscinas municipais de Braga...Agora!...]

* "Choca é a tua minhoca!" - a nossa resposta-tipo para as acusações de sempre: "Tchóca! Tchóca! Choca de Letras!" (já se sabe que eles têm razão, mas quer-se dizer...). E eu que ainda sabia muito pouco do contexto biopsicossocial das minhocas...

E se há coisa curiosa, é isto. O meu curso estava no 1º do pódio das minhas preferências. Psicologia, Comunicação Social atrás, mas na altura timidamente, até. Entrei à volunta e não sra, não fugi à Matemática; gostava mesmo daquilo. Aliás, não me imagino muito confortavelmente numa outra profissão. Mas quando me indagam acerca do meu curso... "Português e Inglês. O Quê? Sim, sou professora..."

Não sei se serão resquícios do peso que é carregar com aquelas acusações de galinha poedeira, se da pressão actual que se instalou contra os stôres, se episódios de infância mal resolvidos, lol, ...

O certo é que a ironia reside nesta incongruência: amo o que faço, privilegiei sempre a minha carreira (erradamente, sei-o eu agora), mas... talvez por sentir que há um desfazamento entre a entrega pessoal e a recompensa, não sei, não anuncio o que faço com vaidade. Se me ouvirem falar sobre o que faço, julgo que esta contradição não se sente, mas no meio de povo desconhecido...

Se soubesse o que sei hoje, tinha ido para azeiteira: andava de rabo tremido, a ver mundo, "ó vizinha, quantas gramas de marmelada?", conversa daqui, conversa dacolá, era giro, não sei.

22 outubro 2008

Vêem

... "Erva", às 2as à noite, na RTP2? Está cada vez melhor! O enredo, os diálogos, ... Hilariante.

Por que é


... que o padrão tigreza mexe tanto com a líbido humana (masculina e feminina)?

21 outubro 2008

Já o Chomsky dizia

... que a língua é um sistema dinâmico, elástico, vivo. (Desenganem-se, que não estou a falar nem da língua que temos na boquinha, que serve para lamber o fundo da taça da mousse de manga, nem tão pouco de m-i-n-e-t-e-s, que o Chomsky não devia saber desta sua utilidade. Pronto, vá, retiro o que disse, ele foi, e deve continuar a ser, uma pessoa muito esperta, um linguista, o linguista da gramática generativa!; não merece isto, não sr., não vou tecer mais innendos acerca da sua alegada inactividade sexual).

Portantos, dizia eu, a língua, como instrumento de comunicação, veículo de transformação de ideias, crenças e emoções em palavras e sintaxe, enfim, o sistema complexo que envolve todos os termos que referi, mas não necessariamente nestas correlações, que isto da linguística foi 1 cadeirão, muito desconfortável, que achei por bem armazenar no meu sótão já há uns bons anos.

Ora, o Chomsky foi um futurista. Eu tive a certeza disso este weekend, quando me dei ao trabalho de reflectir sobre o longo e intricado processo da troca do material informático lá na casa dos papis.

Sucede então que o dispositivo fixo que se liga ao telefone e me permite surfar na net na vivenda de Caldas das Taipas, capital da cutelaria e do tuning, avariou. Incumbi, naturalmente, o papi de tratar de o trocar durante a semana. "E como é que se chama isto?", perguntava-me ele. "Ó pai, sei lá, diga que é a CAIXINHA da Internet, que o senhor da PT entende." (Pessoas como eu não incomodam o tico e o teco com pormenores lexicais da área da informática)

Mas como reconheci alguma falta de objectividade na terminologia, perguntei a um alguém como seria o termo científico da coisa. Ao que esse alguém me respondeu que era BOX. Sim, sra, faz sentido. Lá disse ao papi, que memorizou facilmente a designação, porque também para ele fazia sentido. [Ponto da situação: o engenho já tinha passado de caixinha a box. Grandes progressos.]

(2 dias depois) - "Ó filha, telefonei para a PT, mas não me entendi com o sr, disse-me para ligar o computador, mas não pude, porque levaste o carregador e não chegámos a entendimento. ´Tá tudo em águas de bacalhau."

-"Pai, diga que foi o MODEM que avariou, que não liga sequer. [Disse-me 1 amigo que era, afinal, assim que se chama o dispositivo. Who cares?] Não há margem para conversa, é pa trocar e pronto. Beijinho".

Estava o caso em andamento. Chegada a casa, volvida semana e meia, constato que o modem já lá estava. Fixolas. Vou para ligá-lo, azar. No ecrã surgia-me uma informação do Speed Touch, dizendo que havia um problema, porque o equipamento não estava associado ao-não-sei-das-quantas, precisava do username e da password, réu-béu-béu, pardais ao ninho.

Vai de ligar pró call center. "Olhe, precisava disto assim-assim.(...)"

Operador de voz sexy mas paciência reduzida dado o adiantado da hora, nocturna, é bom que se saiba: Qual é a referência do seu Speedtouch?

Eu: Não vejo referência nenhuma. Só diz Speedtouch.

Operador sexy impaciente: Então diga-me quantas luzes tem.

Eu: (Mau...) Luzes? As cores? É isso, as cores? Fundo branco, letras azuis e vermelhas. Luzes não. (Não via luzes no ecrã, pois claro que não)

Operador impaciente (misto de gargalhada contida com fúria impaciente na voz): As luzes, sim. Agarre no aparelho e veja-me o estado delas e se não haverá uma referência por baixo da caixa...
Eu: [Ahhhh! "NO APARELHO"!!!! Então na é para olhar para o ecran, onde diz, efectivamente, Speedtouch...] Sim, sr, espere lá, então é referência nº ... (...)

Operador muito impaciente, mas vendo luz(es) no fundo do túnel: De momento, estamos com dificuldades, blá blá, volte a ligar amanhã, que atribuímos-lhe uma nova palavra passe e resolvemos o assunto.
Entretanto, quiçá fruto deste diálogo algo surreal, brotou de mim uma súbita e inusitada revelação. Deu-se-me para reiniciar o portátil, abrir o internet explorer e... funciminou! :)
Conclusão: caixinha, box, modem, speedtouch. A galopante revolução terminológica. O Chomsky é que a sabia toda. Grande homem.

20 outubro 2008

Já agora


... fico muito lisonjeada com o V/ pedido de actualizações, mas quer-se dizer, a minha vida não é isto... Depois de levar no corpo o dia todo, ainda tenho de chegar a casa, dar de comer à bicharia, pôr a roupa de molho, fazer o farnel para o dia seguinte, preparar a massa para os rissóis...

O broche que eu fiz

A pedido de muitas famílias, famílias de respeito, com criancinhas, com dignidade, e muito endividamento por créditos ao consumo também, aqui vai o dito cujo que me levou 4 horas a fazer (não esquecer que foi a minha 1ª vez):

18 outubro 2008

Ontem

...levei uma pica. (Oxalá tivesse sido de enfermeiro, mas foi de enfermeira mesmo.) E dói-me. Quando carrego, dói-me. Vou carregar agora. AAIIIiii... E como foi uma vacina, podia ter tido um choque anafilático. Não tive, mas podia ter tido. Aaiii, carreguei e doeu-me. Ainda tenho o pensinho e tudo, querem ver? Tenho que andar com o braço esticadinho, pendente, ligeiramente curvado, à doentinha. Aaiiii...

17 outubro 2008

Adivinhem quem vai regressar às tournées?

Sim! A Sara Sarinha Sarocas já está aí para as curvas!
(o médico disse que está como se nunca tivesse tido problema algum!)

Não estava nada à espera...

Ontem ganhei um concurso! Foi renhido, os adversários tinham muita qualidade, o regulamento era exigente, muita tensão, muito suspense na divulgação dos resultados...
Era um concurso de... pensamentos, lol. E eu candidatei-me com um provérbio dinamarquês que tenho no meu hi5: O céu não é menos azul só porque as nuvens o ocultam ou porque os cegos não o vêem. (Não gosto nada desta história dos pensamentos, acho-os pretensiosos, quererem encerrar a sabedoria universal em meia dúzia de palavras pomposamente combinadas entre si; este deve ser o único que sei de cor...)
De qualquer forma, uma metáfora dita na hora certa pode ajudar a desdramatizar as nossas vidas. Quando nos sentimos sugados por areias movediças, incorremos facilmente num discurso de vitimização, em que somos o Galileu, fazendo o mundo girar à nossa volta. É nessas alturas que é porreiro ter alguém que nos ajude a relativizar as coisas. E uma frase fatela dessas às vezes dá uma mãozinha...
Bem, para além de ter sido convidada a ler a frase na Rádio Escolar, discursando em prol da erradicação da fome no mundo, consta que vou receber um prémio! Um fio, um par de brincos ou um broche. De qualquer modo, há-de ser feito pela minha amiga Ester. (O prémio)
Que história cheia de emoção, né amiguinhos?

16 outubro 2008

Nova fresquinha

Soube há 1 minuto que sou mestranda em Mediação Cultural e Literária, do Ramo Literatura e Cinema!
Consta que vou criar artefactos culturais, que vou ter duas cadeiras semestrais denominadas de Produção Cinematográfica (Uuuuhhhh...... Que pinta!) e que vou ter o Dr. Diogo Lindeza como director de Mestrado!!! (Ele anda o ano inteiro de t-shirt e chanatas, tem poucos dentes, cabelo desgrenhado, óculinho de araminho douradinho, exibe as moribundas beatas alinhadas sobre a secretária da sala de aula, mas... é 1 GÉNIO! Bem , isto há 10 anos atrás...)
Adeus, mortais... Eis que recebi um bilhete para o mundo elitista das artes... Hi hi hi...

15 outubro 2008

Para gargalhar

Estavam 2 dinossauros a comer semáforos. Diz o 1º para o 2º [ou vice-versa, "Você Decide", saudoso programa televisivo da RTP2 (?)]:

- Eh pá, não comas esse, que ´tá verde!

13 outubro 2008

Vrrnhec

10 outubro 2008

Não é todos os dias

... que se recebe uma sms a dizer "...há alguém no Kosovo que te ama muito"!

Amei! Nós também te adoramos, incondicionalmente, a rir, a resmungar, próximos ou distantes.

Então, podem escolher entre

- um porta-chaves de dimensões não muito grandes, em tons de azul, cinzas ou vermelhos. Com um Q7 à volta;

- uma foto, a cores, com tratamento anti-reflexo, tamanho standard, em que o cenário seja Bora Bora. Ou Seychelles, vá. (Não se estejam a maçar, entreguem-me a passagem aérea, que eu trato do resto, a sério);

- um papelinho quadrado debaixo da minha almofada. Daqueles 7 por 7cm, que não se podem molhar pois borrata logo a tinta. Aquele que é um canhão premiado daquela cena que a Marisa que já foi Miss Portugal apresenta às 6ªs à noite na TVI, vestida pela Fátima Lopes. Acho que acaba em "ões"...;

- um príncipe que seja educado, simpático, inteligente, bem humorado, financeiramente remediado, fogoso, charmoso, moreno, espadaúdo, não fumador, atlético, que tenha uma boa dentadura, uma família numerosa, bons genes, olhos castanhos ou verdes, um PPR num banco espanhol, ideias originais, uma vida profissional interessante mas não muito absorvente, pêlos nas pernas e peito (nunca nas costas), e que goste dos meus defeitos e virtudes;

- a V/ amizade, passada, presente e futura, tipo rollercoaster, com zangas e risotas, distâncias e intimidades;

- uma formatação nova para a minha cabecinha.


NB -
Estou praqui a escrever porque ´tou desterrada e de folga numa vila de 4000 habitantes, que, não desfazendo, é mui bonita, mas cujo único local de afluxo é o supermercado "Ponto Fresco" ... E tenho a despensa a abarrotar...

D.E.I.

Hoje é o meu D.E.I., Dia de Envelhecimento Individual. Em rigor, é um processo colectivo, porque isto de "amadurecer" toca a todos, meus amigos. Conjuga-se em todas as pessoas: Eu amadureço, tu amadureces, ... Por isso, escusam de se porem para aí "ah, coitada, coisa e tal, deve estar deprimida...". (É claro que estou.)

É que já foi um balde de água fria terem que utilizar o sufixo "-ona" para se referirem à minha faixa etária; agora, a seguir ao 30, ainda se lhe segue o "e...". Glup.

Há uns anos atrás, ficava toda excitada com este dia, mas de há 2 ou 3 para cá, é um dia que me incomoda um pouco. Bem, o D.E.I. há-de ser sempre um dia de reflexão, né? Acontece que se me ponho a pensar naquilo que há 10 anos achava que ia ter actualmente, acresce mais uma dose de frustração...

Uma casita à minha maneira, decorada toda xpto, um emprego na zona de residência, um rebento a chagar-me adoravelmente o juízo, um passaporte carregadinho de carimbos, conseguir caber num 34, essas coisas do costume.

Pois, mas fazer um balanço das conquistas materiais nunca é boa ideia nestes dias. Até porque tendemos a esquecer as coisas positivas, né? E o que há 10 anos atrás desejávamos para nós até já nem faz sentido, porque "MUD´Ice Tea"...

Então, pensemos no nosso percurso de desenvolvimento pessoal. Neste campo sinto que dei uns certos passos. E de entre muitos dos baby steps que dei, partilho aqui 1 ou 2.

"Arrepende-te do que fizeste e não do que não fizeste" - já ouço isto desde adolescente, mas ainda não o tinha tomado como lição.
Outro é que nós somos o ponto de partida da nossa vida; em última instância, a felicidade deve vir de dentro para fora. O que os outros nos proporcionam só poderá ser maximizado se estivermos em equilíbrio. O que quer dizer que a 1ª pessoa a quem devo agradar sou eu. (Parece egoísmo, narcisismo, mas resume-se tudo àquele slogan do iogurte ou quê - "Se eu não gostar de mim, quem gostará?")

div align="justify">;)

09 outubro 2008

Tive pena

... de ter visto apenas a parte final da entrevista que a Judite Sousa fez hoje ao Nuno Lobo Antunes, por ocasião do lançamento do seu livro a propósito de casos de cancro.
Do pouco que vi, parece possuir extrema sensibilidade e exprime-se de uma forma singular, dizendo em poucas e originais palavras o tudo que se passa à nossa volta e o tudo que cada um de nós sente. E ainda por cima com uma voz de quem passa a mão pelos cabelos sedosos... ´Tá cá dentro, doutor. (Gosto mais de você que o seu outro irmão doutor e escritor)

08 outubro 2008

Qualquer dia

... transformamo-nos todos em super-homens e super-mulheres. Ou isso ou engrossarmos as fileiras do Júlio de Matos...
É que se está a insistir na ideia de que todos temos que ser super espertos, super profissionais, super atentos, super blá blá.
Dois singelos exemplos que poderão sustentar esta teoria que vale o que vale, ou seja, muito pouco:
Nas escolas. É a reprovação de ano, que, por regulamentação, deve ter carácter excepcional (i.e., quando muito acontecer uma vez por ciclo de ensino). E depois, se a coisa começar a correr mal, há sempre planos de recuperação. Ou um curso de educação e formação. Ou um curso de educação de adultos ou as "novas oportunidades" se os alunos se forem embora e voltarem. Teoricamente, concordo com todas estas medidas. Se fossem aplicadas à séria, claro. Agora, quando as pessoas têm é que se preocupar em pagar contas e esticar o orçamento familiar, isto sai torto, pois com certeza que sai.
Na TV. (E isto stressa-me). Temos que estar atentos ao pivot que apresenta o noticiário (às vezes até são dois). Aos subtítulos que anunciam a próxima notícia. Aos erros que eles contêm. Às legendas que desfilam da direita para a esquerda no canto inferior do ecrã, racionando a informação, testando a nossa concentração e visão. Às pessoas que, volta e meia, passam descontraidamente por detrás do(s) pivot(s), lá no estúdio. Ah! E às notícias!
Eu, como já podem deduzir, estou mais inclinada para o hospital psiquiátrico... Como não fico bem de collants vermelhos, não pretendo ser heroína. Também há-de dar o seu trabalho...

06 outubro 2008

Onda Positiva

Li ontem numa revista light um artigo sobre a Psicologia Positiva, área relativamente recente, que tem sustentado terapias como o Yoga do Riso, entre outras cenas.Uma amiga minha até está a fazer um doutoramento à volta disso (e eu tenho a certeza que vai ser um sucesso!).
Assim em traços gerais, a Psicologia Positiva coloca o enfoque nas soluções para a melhoria de vida, em detrimento das causas que levaram a uma dada situação provocadora de stress ou infelicidade.
Entre outras coisas, o artigo propunha um exercício que ajuda a promover um estilo de vida alegre: escrever 3 coisas boas que tenham acontecido ao longo do dia.
Ora cá vai:
1 - Tive água quente para tomar o matinal banho (talvez porque a semana passada tenha gasto 40 euros numa bilha de gás...);
2 - Às 11:30h deixei de botar ranho pela barbela abaixo (que bom, pensei que ia ter que comprar uma prótese para substituir o meu nariz!);
3 - Lanchei pão com montes de "Nutella" sem me pesar na consciência (porque ´tou doentinha e não tenho ninguém que me dê mimo presencial, tá? E eu até nem comi nada de muito calórico hoje de manhã até às 11h e até tenho ido caminhar de vez em quando e aquelas calças de ganga entram-me sem escachar e...e...).
Balanço: de 1 a 10? Aí 2,1. É o devaneio total. A insanidade. O delírio. A demência. ZZzzzzzzzz.......

03 outubro 2008

Já estar aqui

... a encher e a aviar chouriças... A escrever textos completamente desprovidos de interesse, como se não houvesse depois de amanhã... Hélàs...

Mas o que + me chateia

... é amanhã ter formação o dia todo. Sábado?!? Please...

Também me custa

... só gastar meio pacotinho de açúcar individual e saber que o resto vai para o lixo...

Destesto

... descascar laranjas com as unhas.

01 outubro 2008

É inevitável ver o programa da Teresa Guilherme; toda a gente fala nele! Não sou excepção... Então, ontem ao ver aquela converseta recheada de perguntas altamente indiscretas, ilustradas com grandes planos alternados ora da delicada esposa, ora da sogra jeitosa do energúmeno, pus-me cá a pensar:
Até onde vai o Amor?
- Ele compreende que o nosso parceiro, com quem casámos e a quem prometemos acompanhar na saúde e na doença, etc, etc, nos anda a esconder o estado das suas finanças?
- Ele aceita que o nosso parceiro tenha contado aos seus amiguinhos viciados das cartas e das futeboladas suadas pormenores do nosso relacionamento sexual?
- Ele convive com a ideia que o nosso parceiro volta e meio pense na sua sogra (que é a nossa SANTA MÃEZINHA) em actividades pouco ortodoxas?
O Amor resiste à exposição e julgamento públicos, ao vexame moral, a uma nova visão de quem escolhemos para nos acompanhar ao longo da vida?