31 agosto 2008
30 agosto 2008
Dói muito
"TE-RUm, TE-RUumm" é um som a que infelizmente já nos habituámos.
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Anda a malta a mandar alinhar a direcção, a alimentar o bólide com gasóleo aditivado (claro que apenas no início de cada mês, invariavelmente), a esfregar da matrícula mosquitos, vespas e pardelhos, a ser anormalmente simpática para com o mecânico a fim dele fintar a sua natural tendência para abusar dos clientes tipo "como-um-boi-a-olhar-para-o-palácio" (sócia benemérita nº1), a não se gozar da antena amovível para não a gamarem, a comprar ambientadores carotes, a..., a..., e depois... truflas! Uma dor aguda, dilacerante, porém incontornável.
É que não é só TE-RUm; é TE-RUm-TE-RUumm. Acho que é por as tampas serem coisas um pouco medrosas. Não são capazes de estar ali, no chão, solitárias, resignando-se a cumprir as funções para que foram concebidas. Andam sempre aos pares (pelo que o som é fotocopiado, a dor é em duplicado e os palavrões são elevados ao quadrado). E nunca estão arrumadas num cantinho da estrada! Estão sempre obliquamente plantadas. Nem suficientemente perto para que possamos apanhá-las entre o intervalo das 2 rodas, nem suficientemente distantes; temos que levar sempre com as duas. É tipo aquele champô que estamos habituados a usar mas que quando precisamos de o levar para casa só pode ser comprado se trouxermos também o amaciador impingido pela promoção, que os plastifica e lhes coloca um autocolante piroso, publicitando o alegado achado que é adquirirmos o pacote. E depois, quando vamos para usar o champô, não conseguimos tirar completamente o quadradinho autocolante, pelo que os dedos se colam lá, BBRRR...
Há quem diga que são de saneamento, outros dizem que têm a ver com o telefone. Eu cá não sei. Mas incomodam. Vai a gente ao volante, tentando manter um semblante positivo, tentando pensar e agir positivo, para que o Universo nos devolva na mesma moeda e depois, já sabem, o TE-RUm-TE-RUumm que nos vai ao psicológico, que mina o esforço diário que fazemos para desvalorizar as coisas más deste país.
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A origem das curvas nas estradas, já a conhecemos: "...era um engenheiro inglês, que veio para Portugal fazer obra no governo do Sr. Cavaco, perguntavam-lhe: -Mais one curve, mister ingenhêro?, e ele, que não percebia os tugas, nem ´tava paí virado, -YeS., e prontos, um S, e mais outro e ainda outro mais."
Agoras as tampas?!? Não há necessidade, na minha humilde emissão de juízo de valor.
Senhores prestadores de serviços da área da colocação de tampas (já agora, muito desniveladas relativamente ao chão das estradas, f* assim os carros todos), Senhores, perguntava eu, para quando uma solução? É que tenho para mim que elas parecem estar a multiplicar-se em número e a avolumar-se em termos de prejuízos causados. Físicos e emocionais. Isto é coisa séria...
29 agosto 2008
Très romantique
(...) "Imbecile. I have no boyfriend. And me, I´m not just a toy, am I? Just someone to fuck because you haven´t got anyone else?"
"You should have asked me that before you took your clothes off."
This provoked more outraged struggling, more hugging, and then a frantic search on the floor for another condom from the packet we´d bought in her local pharmacy on the way over.
It was dark when I opened my eyes to find her staring at me from a few inches away on the other pillow. I stared back, meeting her eyes for a long time, which I usually feel uncomfortable about.
This promted me to make a wild suggestion.
"Tell you what, Florence. This weekend, let´s go and get an AIDS test."
She lifted herself up off the pillow and leant across to kiss me. After all, these days it´s about the most romantic thing a guy can say to a girl.
(in A Year in the Merde, Stephen Clarke)
Os escritores, mesmo os mais kitsch
, costumam ser pessoas muito sábias. E o que escrevem, seja ou não ficcionado, não deixa de espelhar fragmentos da realidade, o nosso modus vivendi, os nossos valores. Neste caso, parece reflectir padrões de romantismo e o termómetro amoroso entre macho e fêmea.Depois de ler isto, fico com pena de não ter dado uma chance aos moços dos chupa-chupas... É que eram de morango...
Etiquetas:
Marcas dos Tempos,
Outro disse,
Reflexões perecíveis
27 agosto 2008
Red Lollipops
- "Temos homens!! Morango fora de época..." - parodiava eu, em reacção à clássica, mas infalível técnica de aproximação ao sexo oposto muito em voga na década de 80.
REWIND. Localização espaço-temporal: esplanada de café numa noite de Verão; protagonistas: 4 belas espécimens (gratas pela companhia, Cris!) da mulher moderna e emancipada, mas sempre fiel ao seu aparentemente passivo, porém preponderante papel no processo de sedução; leit motiv do enredo: aparecimento de 5 chupa-chupas na mesa das protagonistas; adjuvantes: 5 anónimos de notável bom gosto.
[Prolepse] Gargalhada generalizada na mesa quadrada. E foi isso. Nada mais nada menos que o renascimento do galanteador luso, que não teme uma bela duma aventura de sedução. [É de mim ou os homens dos 20 aos 27 anos (que no meu tempo correspondiam à fatia da população masculina que encaixava no tag "agente activo no engate") passam a vida no messenger e a jogar playstation com os seus pares??!...] Estes jovens, sim, eram jovens (e nós também o éramos...), não temeram o que temem todos os homens. A rejeição.
Porque só pode ser isso que impede o Homem a encetar contactos connosco, certo? Meninos, não vos pedimos serenatas, bouquets, chocolates, nem amor eterno (cruzes canhoto para todos, à excepção das flores. Túlipas, as minhas favoritas.). Só vos pedimos que ignorem 80% das mensagens que o vosso ego envia ao vosso cérebro, mandando assim congelar os membros TODOS e impedindo-vos de interpretarem o vosso guião. Avancem, digam as vossa deixas, mandem piropos do género "és gira e boa, só te falta os hélices..."
Bolas, será pedir muito? Esqueçam o hi5. As miúdas giras das fotos são todas ex-modelos porno, de órgãos muito flácidos, acreditem. Ao invés, há montes de mulheres interessantes, bem perto de si. À distância de um olhar, de uma conversa bem despoletada.
* É pertinente fazer notar: que este grupo de donzelas não estava "nem aí" para os avassaladores efeitos da beleza que as caracteriza desde sempre; que estes galãs foram, tanto quanto sei, muito elegantes, i.e., discretos e cavalheiros, neste episódio de enamoramento; e que eram chupas de morango e não outros quaisquer.
26 agosto 2008
Por outro lado...
(LISTAGEM DE RAZÕES MUITO ÓBVIAS)
as pessoas cheiram mal dos sovacos
não me sabe beber chá quente
meus papis enchem a eira de produtos agrícolas para secar ao Sol (e eu tenho uma certa tendência ´pra me espalhar ao comprido neles)
ando sempre no laréu-aréu e à conta disso perco o fio à meada das minhas séries da 2
25 agosto 2008
Gosto do Verão porque:
(LISTAGEM DE RAZÕES UM POUCO MENOS ÓBVIAS)
posso ler os livros gordos que vou amontoando ao longo do ano
fico com sardas :)
pinto as unhas dos pés com cores meeeesssmo giras que vou cravando aqui e ali
olho mais vezes para as estrelas
arranjo pachorra para tirar do caos as minhas gavetas
posso usar decotes (puritanos, claro) sem contrair uma pneumonia
conheço sítios novos, que me fazem relativizar a beleza e destaque que atribuo aos que constam da minha checklist
compro roupa que jamais usarei mas que me satisfazem enquanto consumidora impulsiva ( » mentira! sou o + forreta possível!!)
Já agora, e você?
(não olvide que este é um blog respeitável;
não mencionem as esquisitices sexuais que desenvolvem
com os animais domésticos do vizinho, lol!)
24 agosto 2008
A bunda, que engraçada
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo,
nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo.
A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda –
esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio.
Anda por sina cadência mimosa,
no milagre
de ser duas em uma,
plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se.
Montanhas avolumam-se, descem.
Ondas batendo numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda.
Vai feliz na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda, rebunda.
Carlos Drummond de Andrade
* Já podem respirar! Para mais momentos eróticos, encostem o dedo.
Está sempre sorrindo,
nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo.
A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda –
esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio.
Anda por sina cadência mimosa,
no milagre
de ser duas em uma,
plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se.
Montanhas avolumam-se, descem.
Ondas batendo numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda.
Vai feliz na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda, rebunda.
Carlos Drummond de Andrade
* Já podem respirar! Para mais momentos eróticos, encostem o dedo.
23 agosto 2008
Lembrete
Tenho uma amiga.
(Bem, tenho várias.)
Ela é divertida. Jeitóóóósa. Palradora, blá blá!, Blá, blá-blá?, BLÁ, blá...
Também é astuta; genuína; altruísta. Mas ingénua (quem me dera sê-lo + !).
Essa amiguITA interrompeu a sua tournée.
[Mas os teus fans não deixam nunca de tocar as tuas músicas]
Está, como é que tu dizes?, nos bastidores.
Mas quando voltar à ribalta...
Ui ui...

22 agosto 2008
Viagens ao mim
Ao conversar com uma amiga, compreendi e apropriei-me, dos verbos compreender e apropriar-se, dum paralelismo que é muitas vezes estabelecido por escritores, pensadores, figuras públicas e outros que dão entrevistas ou escrevem para as massas anónimas de gentes importantes como nós. E esse paralelismo é o da viagem exterior/ física versus viagem ao interior de nós.
Eu sempre gostei de comparações, metáforas, dos malabarismos de simbologia e de todo e qualquer outro jogo de palavras (sou, assumidamente, mulher das letras). Mas na verdade, tudo analisadinho à lupa, essa correlação não me servia, a mim e ao meu universo de ideias e vivências emocionais. A meu ver, tal não passava de delírio poético, nascido dum esforço para trazer sentidos subliminares a experiências terrestres, banais, repetidas.
O que é certo é que nas 3 curtas viagens que fiz este ano, todas com pessoas diferentes, descobri características (nem importa se defeitos se virtudes) que não sabia ter em mim. Mas que porra!, conheces-te há ... anos e toda segura de ti, coisa e tal, que és assim e assado e afinal, olha olha, levas por tabela, também és aquilo que não gostas em fulano e até tens o que admiras em sicrano e ..., fui concluindo. Bem, isto dá cá um abalo no sistema!
E onde é que eu quero chegar? Sei lá eu. Só sei que, como me disse o meu mestre (e a minha amiga também), "vês nos outros o que tens em ti" - não necessariamente aqui e agora mas em algum momento da vida, acrescentaria eu. Somos espelhos uns dos outros, reflectindo as várias partes que formam o todo. Esqueço-me muito disso.
Paz
Estive fora e desde que cheguei, ontem, que ainda não assisti a um noticiário. Portanto, contaram-me alguns dos pormenores sórdidos do infeliz acidente em Madrid. Estava a voar quando o acidente se deu. Estive o ano passado em Gran Canaria por esta altura. Coincidências fugazes e insignificantes? Foda-se, dá que pensar.
Paz para os que partiram mas também para os que ficaram a fazer o luto.
20 agosto 2008
De utilidade pública
Nesta semana de férias fora aprendi uma mão cheia de coisas úteis q.b. para o dia-a-dia, que quero partilhar com as duas ou três (centenas de ?) pessoas que assiduamente q.b. visitam este blog:
- a essência do Chanel nº 5 é feita com a flor de um cacto que floresce na zona Sul da Tunísia, país de encantadores costumes, nadinha discriminatórios em termos de género;
- "GGRRR" é o termo verbal técnico utilizado para que os dromedários amochem as 4 patas - 2 de cada vez, felizmente -, a fim dos passageiros se apearem;
- os Tunisinos seguidores do Islão (cerca de 97% da população do país) precisam amealhar 5.000 Dinares e obter um visto para cumprirem a peregrinação a Meca, uma das 5 obrigações do Corão (para terem uma ideia: 1 DT corresponde a cerca de 0,60 € e o ordenado mínimo no país ronda os 300 a 350 DT);
- o leite de dromedária provoca uma desinteria de 3 dias (bem melhor que o Pursennide!);
- "min fodlik" não significa aquilo que aparenta, mas antes "por favor";
- é bem provável que o actual presidente da Tunísia, Zine al-Abidine Ben Ali (o homem da mão atravessada sobre o peito e cuja gravata axadrezada padrão Burberry não deve ser contrafacção), volte a ganhar as eleições em 2009. A esta probabilidade não deve ser alheia o facto de ser o único candidato;
- quando pintadas, na sua totalidade ou parcialmente, de azul, as paredes da casa repelem as moscas.
NOTA: esta última informação proveio de fonte pouco fidedigna e não é, de todo, fiável, apesar de uma casa pintada de azul e branco ficar indiscutivelmente belíssima.
13 agosto 2008
La Movida & ZZZzzzzzzzzzzzzzzz
12 agosto 2008
Pergunta retórica...
Quantas vezes por semana acorremos ao pensamento de alguém que nos é distante ou mesmo desconhecido?
10 agosto 2008
Andanças II
Bem, agora que já estou menos eufórica relativamente à EXTRAORDINÁRIA, INOLVIDÁVEL e SALUTAR (mas breve) experiência neste singular festival, algumas anotações:
- a sempre aplaudível covivência de culturas, idades, percursos de vida, looks, atitudes - a prova viva de que a globalização não é virtual, é antes feita destes encontros e dos seus intercâmbios mais ou menos casuísticos;
- a constatação de quão pequeninos somos, não obstante a certeza de que somos muito especiais (Que era eu senão um grãozinho de areia numa praia? Mas esta era uma praia de areal doirado e reflexos translúcidos...);
- a bela da canequinha (reutilizável como fervedor do leitinho matinal), casada com o espírito engajadamente ecológico do evento, e pendurada nos locais mais inusitados do corpo humano (os indispensáveis mosquetões disponíveis por 0,50 E)!;
- o prazer renovado de fazer parte de experiências originais, divertidas, marcantes, mesmo que "... amanhã, no regresso à selva..." esses exercícios não façam efectivamente a diferença...
Cada momento é irrepetível, já o sabemos...
Andanças 2008!
Que evento fantástico! O Ambiente (e a preocupação com a sua preservação), o colorido humano, os sons multiculturais,
o mexe-mexe qu´eu gosto, a gargalhada solta, as sugestões gastronómicas alternativas e...
... o abraço despretensioso. Soube a muito pouco; fiquei fan!
07 agosto 2008
Malucos do riso
- Sabes por que é que o pêssego foi ao médico?
- Porque tinha um caroço.
Esta anedota, contou-ma um amiguinho de 5 anos...
- Porque tinha um caroço.
Esta anedota, contou-ma um amiguinho de 5 anos...
05 agosto 2008
Vamos a la playa, ô-ô-ô-ô-ô
(em frente ao areal de uma praia concessionada)
Adolescente ruivo de dentição metalizada: - "Éia mén, bandeira verde?!? Fogo, deu na SIC qu´a água tinha almôndegas!!?..." *
(no areal)
Empresário em nome individual, no exercício ritmicamente perfeito de acção publicitária aos seus produtos em comercialização: - "Olh´a língua da sooooogra! Pipooooocc ss! Chora, chora, qu´a mãe dá! (pausa.) Ai a soogra....."
Um pouco depois, o mesmo empresário, endereçando-se a um dos seus clientes em plena transacção comercial: "- Mulheres? Quem as tem que as mantenha!!! (...) ´Pa uma rapidinha? Pucra!!! Tens a cerveja!..."
* Nota da Autora: alusão à existência de salmonelas nas águas do mar de uma praia do norte de Portugal, noticiada por uma estação televisiva nacional.
04 agosto 2008
"Pára com isso, Michel!"
A ideia era engajar na reflexão anterior e arriscar falar sobre a amizade, mas fui atropelada pelo fantástico mundo dos vícios. Passei uma tarde caseirinha, rodeada de pessoas bem familiares, e dei por mim a reparar naqueles tiques, jeitos nervosos, hábitos, muletas, whatever...
Como não é meu propósito cometer inconfidências e tenho a sorte de me escachar a rir das minhas próprias fragilidades, aqui listo alguns dos vícios de que tenho consciência:
- abanar o pé ou a totalidade da perna, esteja levantada, sentada ou na horizontal (e levo muita rabecada por causa disto, evaristo!);
- abanar o pé ou a totalidade da perna, esteja levantada, sentada ou na horizontal (e levo muita rabecada por causa disto, evaristo!);
- tirar as casquinhas das feridas;
- envolver o polegar com os dedos médio e indicador quando estou prestes a dormir (fofo, não é?);
- apontar, teclar, dedilhar viola, etc, com o dedo da asneira;
- comer doces, toooodos os dias - o que deve caber melhor na categoria "pecado da gula";

- e, o clássico dos clássicos, limpar o sótão (no carro é que é fixe!).
Lanço um repto: registem aqui alguns dos vossos vícios.
Façam-no anonimamente ou usem pseudónimos, se preferirem.
Por que não rirmo-nos uns com os outros? ;-)
"Bués da gira"!
Quilhões - (em) grande quantidade.
Tal como em (quoting):
"Cheguei à Loja do Cidadão para tirar o passaporte e ´tavam quilhões de pessoas! ´Dasse (...)"
03 agosto 2008
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